Sobre a complexa maternidade



Dia das Mães!!! Parabéns para todas àquelas selecionadas que tiveram o prazer de passar pela gestação e por cada segundo do desenvolvimento de um ser humano! Parabéns para nós!

Bem, vamos à matemática dos últimos tempos
  1. Hoje é meu primeiro dia das mães.
  2. Dia 14 de Maio faz 7 anos que minha mãe Tânia faleceu. Eu a conheci até meus 16 anos. Acho que meu maior desejo durante toda a gravidez do Matheus foi tê-la por perto durante minha fase adulta (o início dela) e, principalmente, durante a minha maternidade.
  3. Nos últimos 8 anos não tive a sabedoria de ligar para uma das pessoas mais importantes da minha vida para comemorar esse dia. Minha mãe de criação...que me gerou no coração, que conhece todos meu passos, que me cuida de longe e me ama. Boa notícia: esse ano falamos juntas, numa só voz sobre todo o orgulho de ser mãe e ser filha!
  4. Hoje faz 1 ano que eu me pergunto sobre todas as minimas necessidades do ser humano mais encantador que já esteve na minha vida. E FUI EU QUE FIZ!!!!
Hoje, sentada em uma calourosa mesa típica das comemorações de família, esqueci de todas as minhas crises matemáticas. Sempre tive uma certa autopiedade nessa época, confesso. Triste história: "mamãe tá no céu, a outra mamãe tá longe e eu não sei como aprender a ser mãe." Pois bem! Fato: CANSEI!!!
O motivo: tenho um pai que já não é mais um Super Herói, mas faz milagres, me acalma, me ama, me ensina e é exemplo de tudo o que um "pãe" deve ser: ETERNAMENTE PRESENTE. Outro motivo: minha sogra é persistente, carinhosa, protetora, divertida, companheira e me adotou com muito amor. Meu marido é atencioso, carente, romântico, engraçado, me dá a segurança das mãos dadas e dos beijos de bom dia e me faz amá-lo mais a cada segundo. Minha cunhada é atenta, preocupada, querida, me desafia, me empurra e me colore. Tenho uma família unida, forte, cheia de histórias complicadas, força e sorrisos.
Conclusão: aprender a ser mãe é conhecer as pessoas que estão à sua volta, olhar bem fundo para dentro delas, conhecer os melhores sentimentos e atitudes, torná-los mais ternos e compreensivos e estar disposta a usá-los nos momentos mais complicados do dia. Não, gente.... ainda não deu pra fazer tudo, mas esse foi só o primeiro!!

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Um pequeno adendo sobre as ostras



  Era uma vez um pequenino grão de areia que vivia na beira da praia. As ondas passavam o dia indo e voltando para ouvir suas histórias. Ele falava sobre o céu, sobre as estrelas e todas as histórias que cabiam na imensidão daquele universo. O pequenino grão de areia tinha passado a vida olhando para uma certa estrela que se enfeitava em brilhos todas as noites bem acima da cabeça dele. Como aquele ser tão distante o intrigava!
O grãozinho falava sobre ela em todas aquelas histórias. Era uma espécie de homenagem àquela maravilha que o acompanhava. Era fato: estava apaixonado, platonicamente apaixonado.
O grãozinho de areia foi carregado pelas ondas durante uma tempestade e nunca mais se ouviram as suas histórias. As ondas contam borbulhando em suas espumas o final dessa história,mas ninguém tem certeza sobre a veracidade desse conto. Poéticas, elas entoam alguns versos:
"Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém sabe até hoje explicar
Mas a verdade é que depois, muito depois
Apareceu uma estrela no mar!"

Mas a história é mesmo sobre as ostras: aquelas pequenas preciosidades escondidas. Nem areia, nem estrela, nem jóia, nem peixe. As ostras ficam ali...coadjuvantes ansiosas. Fecham suas cascas quando o mundo fica muito tentador. Alguém saberia entender sua dureza externa? Seu coração claro e límpido? Sua fragilidade? Alguém a admiraria como à estrela?
Como ela se sente ferida...como ela se sente machucada. Solitária naquele mundo cheio de histórias, muda no meio de toda aquela cantoria, seca no meio de toda aquela espuma...cinza e dura.
Mas, de repente, a ostra se lembra de um fato: as feridas vão curar. As tristezas vão embora, as dores vão se transformar. As lágrimas viram pérolas!

É isso...pra não dizer que não falei das ostras...
amo você! =]

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Operação Harmonia



Problema: Sim sim sim...nada que uma conversa não resolva! Concordo plenamente. A dúvida é a seguinte: existem horas suficientes no Universo para se conversar sobre uma situação? Quando avaliamos uma situação, quais cartas estão na mesa?
TODAS...as mais minúsculas possível, mesmo q elas não sejam mostradas. Discutir é trazer à tona aquele microdetalhe que sempre incomodou um pouco e cresceu com o tempo: a roupa emprestada e nunca devolvida, o telefonema que não aconteceu, aquela vez que ele não apareceu...TUDO incomoda muito e é um enorme absurdo naquele momento. Não conversar significa passar a vida encarando as atitudes da outra pessoa com base nessas pequenas falhas no relacionamento.

Resultado: bola de neve infinita de problemas e brigas e raivas e decepções.

Solução: conversas sobre atitudes recentes, sobre o final de semana turbulento ou sobre não ligar no dia anterior nunca vão funcionar. Resolverão aquele problema momentâneo e mais nada... Queridos, querem se resolver com alguém? Conversem sobre conceitos, sobre crenças, sobre o passado, sobre dúvidas, sobre conclusões nunca conversadas. Não tenha medo...entenda e seja entendido. Julgue e seja julgado. Condene e seja condenado. Tudo junto...na mesma conversa! Estejam dispostos a passar por todas as fases dela. Ah sim! Tenha em mente: a pessoa na sua frente enfrenta a ela mesma nessas discussões. E você também. Suas crises e traumas são só seus e você os têm, fato. Não negue o talho que a vida te deu. Se enfrente.

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Opiniões Alheias


Erguem-se muros de conceitos, experiências e conselhos ao meu redor. Cada qual com seus tijolos rachados bem escondidos sob uma parede descascada. Teimo em compreender, olhar pelas janelas...acabo me perdendo...pendendo para todos os lados. Aonde está o meu muro falsamente sólido? Pra que lado se empilham meus tijolos?
Feliz eu sou, cá com minhas rachaduras e tintas descascadas...mas e o resto do mundo?
Conclusão: as nuvens parecem mais próximas da minha personalidade indecisa e etérea...

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Hora de falar

Maravilha! Recomeçando a escrever... Ainda não configurei nada, não mudei nada, não pensei muito...mas tô aqui pelo menos.



Apaixonada
Bobalhona
Carente
Dilacerada
Escritora
Feliz
Gastadeira
Humana
Inconstante
Julgada
Louca
Mãe
Narcótica
Ouvinte
Perdida
Querida
Raivosa
Sem casa
Traída e traidora
Unica
Violenta
X9
Zuada

Quantas letras são necessárias para descrever a si mesmo? Quantos adjetivos são suficientes para ser sincero consigo? Se compreender? O Auto-conhecimento é uma aula de vocabulário.

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